Pular para o conteúdo principal

Routetobelem

Micro e Pequenas Empresas serão decisivas para que Brasil cumpra metas climáticas

Demandas por soluções verdes exigidas pela NDC brasileira abrem oportunidades para MPEs atuarem em setores que unem sustentabilidade, inovação e geração de renda local.

Micro e pequenas empresas na transição climática

As micro e pequenas empresas (MPEs) terão papel central para que o Brasil consiga atingir as metas climáticas previstas em sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), que estabelece uma redução das emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035. Compondo 99% do tecido empresarial brasileiro, as MPEs são fundamentais para que o País alcance uma economia mais resiliente, regenerativa e inclusiva.

A NDC brasileira — apresentada na COP29, em Baku, no Azerbaijão — amplia a ambição climática nacional e cria uma série de demandas por soluções verdes. Essas demandas abrem oportunidades concretas para as MPEs atuarem em áreas como agrofloresta, turismo de base comunitária, bioeconomia e economia circular.

“Esse compromisso exige uma mobilização inédita de atores públicos e privados, e as micro e pequenas empresas são peças centrais nessa transição”, afirma André Luiz Spinelli Schelini, Diretor Técnico do Sebrae Mato Grosso.

MPEs e transição para economia de baixo carbono
Para André Luiz Spinelli Schelini, Diretor Técnico do Sebrae Mato Grosso, para alcançarmos as NDCs é preciso ‘uma mobilização inédita de atores públicos e privados, e as micro e pequenas empresas são peças centrais nessa transição’

Com a COP30 em Belém (PA), o Brasil ganha um palco privilegiado para exibir iniciativas que conectam metas climáticas à inclusão produtiva. Segundo Schelini, a NDC brasileira representa uma virada de chave por demandar um novo modelo de desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono e regenerativo, alinhado a políticas públicas estruturantes como o Plano Clima e o Pacto entre os Três Poderes pela Sustentabilidade.

As MPEs são protagonistas nessa agenda, especialmente em setores com maior impacto ambiental e potencial de inovação verde: adoção de tecnologias limpas, modelos de negócio com base em economia circular e bioeconomia, gestão de riscos climáticos e soluções tecnológicas com base em IA.

A inclusão das MPEs nas políticas climáticas é também uma estratégia de justiça socioeconômica. Segundo o Sebrae, o sucesso das metas climáticas brasileiras depende da mobilização dos atores locais — um princípio conhecido como Federalismo Climático.

Apoio às MPEs durante a COP30

Desde 2024, o Sebrae vem participando de eventos pré-COP30 em todo o Brasil, contribuindo com o mutirão climático nacional e disseminando soluções práticas de mitigação e adaptação para os pequenos negócios.

Durante a COP30, o Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), referência nacional em negócios sustentáveis, esteve presente em Belém com o lançamento de pesquisas e novos programas direcionados às MPEs.

“A COP30 será o momento de mostrar que o Brasil pode liderar a transição para uma economia de baixo carbono com inclusão e protagonismo dos pequenos negócios”, afirmou Schelini. “O futuro verde do País será construído de forma coletiva, do território para o mundo, com o Sebrae ao lado de quem empreende e gera impacto positivo.”

Crédito foto inicial: Hugh Whyte/Unsplash